sábado, 1 de novembro de 2008

Um coração!

Coração que bate;
Bate baixinho;
Que quer um beijo;
Eu dou cedinho;
Todos os desejos;
A ele é pouco;
Seu coração não dá desgosto!

E quando penso em ti pertinho;
Meu coração é seu todinho;
E neste amor os dois se abraçam;
O meu e o seu;
Já não disfarçam;

Ai coração!Não chores por estar longe;
Aqui o peito abriga seus medos;
A saudade ferida te espera chegar;
Mas sorria, pois a vida hoje te faz amar.


Elciane
Um pouco de amor

Quero amar-te como as voltas do vento,
Que como fluidos de pensamentos não esperam,
Quero amar-te como a intensidade do silêncio,
Que em sua paz a distância tolera.

Quero amar-te em noites frias,
Talvez pensar que sou sua anatomia,
Quero ser toque em suas dobrinhas,
Desejos e suspiros à noite inteirinha.

Quero ser luz em pensamentos incógnitos,
Uma procura que acha e se perde em laços,
Uma deslumbrante atitude de beijos afogados,
Quero a violência pura de seus braços.

Quero amar-te apenas amar-te,
Para quebrar do luar o contraste,
Para curar a carência de mi face,
E me abrigar no calor de nossas tardes.

Quero amar-te e não parar-te,
Na chuva de pétalas, te cantar um idílio,
Quero pedalar em seus caminhos longos,
Beijar-te em extensos campos de lírios...



Elciane.
O amor de uma rosa

Quem quer perfume a tempo de prosa,
Busca no jardim entre as mais formosas,
A mais bela não de olhar, mas de amor,
Que chora, e és só tua a generosa rosa.

“Pegue-me em braços quente, jardineiro,
Faça que o orvalho saia de mim,
Que em suas mãos suaviza seus calos,
“Deixa-me cuidar de ti.”

Quem quer encontrar abrigo,
Busca em braços um calor amigo,
Busca a paz do dormir em mimos,
E o que mais encontrar possa,

Quem quer vento pra seguir,
Busca a força do vermelho seu,
Que ofusca os olhos meus,
A forte cor do coração da rosa.

E a você que lê agora este apelo,
A rosa apaixonada fala para seu jardineiro:
“Dou-te oh! Meu amor, todo o meu perfume verdadeiro”!



Elciane

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Quem sou eu...



Eu sou um vento que voa crescente;
Sou um suspiro de um beijo contente;
O fogo que aquece faz o calor das mãos;
O mesmo que faz queimar o coração;
Sou uma pluma de suave descida;
E tenho as assas pra qualquer saída;
Eu sou o sonho e o imaginário...
Sou o teu ódio descrito ao contrário.
Eu sou o puro e o misturado;
Sou a solução do mundo;
A perdição do universo;
O absoluto e o inesperado;
Sou um arco-íris preto e branco no seu telhado;
Sou a página virada a cada dia;
A ferida curada por sinfonia;
Sou a música que acalma o dia;
O amanhecer que você ao acordar queria...

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Beijos sonolentos

Eu acordei em seus braços vibrei,
Perguntei-me o que a vida faz de mim...
Se te tenho assim presa por seu olhar,
Quero desconfiar que seja um beijo sem fim.

Eu supliquei, oh! Noite não acabe,
Deixe-o em meus braços e dorme,
Apenas procure não parar a chuva,
Que esta madrugada deixa nobre.

Eu quis parar o tempo, em teus beijos sonolentos,
Eu quis te dar o corpo durante um longo gozo,
Eu quis morrer feito lágrima em tua boca safada
Eu quis apenas eternizar o desejo que o amor deu.

E agora vejo a saudade em paredes caladas,
Que me acompanham na carência dessa dor,
Vejo a paz reinar meu sono e deixar cair a noite,
Eu acordo amanhã e te dou mais um dia de amor.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Real


E se te perder,
Encontre-me depois,
Pois não sou o sol que te seca,
Mas sim a brisa que te ronda.

E se te encontrar,
Abrace-me, por favor,
Eu não sou o mais desejado calor,
Mas sim o conforto para sua pele.

Boa noite, não vou dormir..
Não quero fechar os olhos e ir,
Para a realidade colorida dos sonhos,
Eu estou acordada por você,
Procurando não mais te perder.

Abre a porta do real,
Fecha os ferrolhos dos teus olhos,
Talvez a ferrugem não te cegue,
Eu serei tua alegria,
Na tristeza que te segue.

domingo, 21 de setembro de 2008

Retrato


O tempo passa e eu sou sem graça;
Em retrato pintado de amor dou-me a ti;
O vento colhe não só desgraça;
Mas também felicidade que existe em mim.

O monte que esconde sua casa;
Já desabou e não pode mais urgir;
O fado meu, porém só meu;
Ainda me faz prosseguir.

O simples pássaro não canta mais;
Nem ouço longe teu bem-te-vi;
Saudade é grossa, e bem famosa;
Já se ocupou agora aqui.

E não sou dramática, sou amorosa;
Como uma rosa que nunca teve;
Porém criteriosa, eu sou disposta;
A ter coragem pra não seguir.

Mas como as flores são tão caladas;
Nem falam, são alucinadas;
Só tenho vontade, e imenso calor;

Para teus braços...

Fugir .....

...... amor!!!

Malícia...


Olhos nos olhos...
Intensa carícia!
Que pensas meu bem?
É mera malícia...

Se olho assim;
Não quero ser fim!
Nem mesmo o estopim...
De um desejo calado.

Se olho assim;
Paixão ou loucura;
É que tenho em mim;
Intensa fortuna...
De ter assim...
Comigo trancado...

AMPLEXO!


É altívago meu coração;

Que palpita em meu peito;

De saudade ou de medo;

De pensar em teus defeitos.


Só me lembro desse abraço;

Oh! Amplexo abençoado;

Os corpos dos dois colados;

Enlouquecidos...extasiados...


E quando acordo e é só sonho;

Eu amplexo o travesseiro;

E desejo ser tua carne, te tocar,

E arrepiar os teus pelos.


Eu bromo sobre a noite;

E amplexo o sereno;

Eu abro a boca e espero;

Que tu venhas meu veneno...

quarta-feira, 26 de março de 2008

Ai saudade!


Que saudade benzinho
Eu já choro sozinho,
E cadê seu olhar?
É só vou esperar?

Ai saudade ligeira,
Quero é uma cadeira,
Para nela sentar...
Vamos lá... Lamentar?

Ai saudade docinho,
Eu só quero beijinho,
E abraços... Vem dar!
Mas bem devagarzinho...

Ai saudade! É prosa...
De textos longos... Minha nossa!
E não acaba mais não?
Eu já to quase morta...
De saudade PAIXÃO
!